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ARTIGOS

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

CÍRCULO DE ÓDIO


Provavelmente se você questionar alguém sobre racismo, homofobia, sexismo, xenofobia ou qualquer variante de formas de exclusão social, a resposta dada será que não se é ou pratica racismo, sexismo, etc. Completará a frase: "mas eu conheço alguém que é". Quem fala, geralmente, não se diz propagador de qualquer dessas atitudes, mas uma observação mais atenta possibilitará identificar falas como: "é verdade que mulher é mais organizada, quando uma mulher limpa a casa, fica mais limpa" "eu até tenho amigos homossexuais" "chama ali aquela que tem cabelo de vassoura"

Por serem naturalizadas, essas falas não são identificadas como formas de legitimação das práticas, atitudes, pensamentos que são estruturais em sociedades que constroem hierarquias a partir de juízos de valor, ou seja, quando repetimos frases como essas estamos reafirmando essas posições sociais. 

Não são "apenas brincadeiras", são locais social e historicamente construídos e quando não somos parte de nenhum desses locais, tendemos a achar que é vitimismo porque estamos em nossas ilhas de privilégios.

Assim, antes de negar as falas, devemos pensar qual a parte que nos cabe nesse latifúndio de intolerância simbólica e não percebida como tal.

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