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ARTIGOS

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

VIOLÊNCIA SIMBÓLICA NA PROPAGANDA - PARTE 2


A vida em sociedade pode ser caracterizada por um processo contínuo de socialização e este processo acontece em todos os âmbitos da vida social, ou seja, "ensinamos" e "recebemos ensinamentos" o tempo inteiro e estamos tão acostumadas e acostumados que nem percebemos essa via de mão dupla.

Há uma sensualização precoce da infância, principalmente das meninas, e que devemos combater pois contribui muito para crimes de pedofilia que muitas vezes chegam a ser justificados com frases do tipo: "mas também, dessa idade e já se veste/age assim!" Propagandas como a da imagem postada são um exemplo dessa sensualização precoce. Quando a propaganda foi lançada houve reações contrárias e justificadas que levaram a empresa a retirá-la de circulação e se retratar. Quando analisamos a imagem podemos identificar que uma menina foi fotografada em uma posição muito utilizada com mulheres adultas em propagandas variadas (desde roupas de praia, passando por lingeries e motéis). A frase: "use e se lambuze", carrega um nível de ambiguidade que pode estimular olhares e desejos ao corpo infantil.

É importante notar que propagandas voltadas para o público masculino enfatizam atitudes como força, poder, garra mas as que tem mulheres ou meninas chamam atenção para características como sensualidade, beleza ou mesmo ardilosidade e falsidade.

E esta é apenas a ponta do iceberg.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A VIOLÊNCIA SIMBÓLICA NAS PROPAGANDAS - PARTE 1


Violência simbólica caracteriza-se por ser um tipo de violência que não é percebido como tal, mas é naturalizado como brincadeira, um comportamento que sempre foi reproduzido sem que "ninguém reclamasse de nada". A imagem postada é uma propaganda de jóias e que deve ser entendida a partir do conceito de violência simbólica: ela reafirma a ideia de que todas as mulheres querem casar. 

Talvez se pense: "mas elas querem!" Não, nem todas, essa é mais uma ideia que compõe o conjunto de ideias formadoras e legitimadoras do machismo e do sexismo. 

O fato de na imagem da esquerda as pernas da mulher estarem cruzadas  e na da direita se abrirem quando é exposta a jóia, contribui para manter a ideia de que a atividade sexual se consegue com bens e com promessa de casamento e, por extensão, que mulheres são interesseiras. 

Ela é violenta pois naturaliza a ideia de que para transar uma mulher só precisa de um objeto caro e que tendo recebido um objeto caro ou ter ido ao cinema e jantado com um homem, ao fim do encontro, tenha que convidar o cara para ir em sua casa ou mesmo ao motel com ele.

Propagandas raramente expõe homens em situação parecida, mas constroem a ideia de que homens perseguidores na verdade são apaixonados e mulheres perseguidoras são "loucas", desejosas de casar, de "prender um homem". Desnaturalização do cotidiano é uma das ferramentas básicas do pensamento sociológico.

CÍRCULO DE ÓDIO


Provavelmente se você questionar alguém sobre racismo, homofobia, sexismo, xenofobia ou qualquer variante de formas de exclusão social, a resposta dada será que não se é ou pratica racismo, sexismo, etc. Completará a frase: "mas eu conheço alguém que é". Quem fala, geralmente, não se diz propagador de qualquer dessas atitudes, mas uma observação mais atenta possibilitará identificar falas como: "é verdade que mulher é mais organizada, quando uma mulher limpa a casa, fica mais limpa" "eu até tenho amigos homossexuais" "chama ali aquela que tem cabelo de vassoura"

Por serem naturalizadas, essas falas não são identificadas como formas de legitimação das práticas, atitudes, pensamentos que são estruturais em sociedades que constroem hierarquias a partir de juízos de valor, ou seja, quando repetimos frases como essas estamos reafirmando essas posições sociais. 

Não são "apenas brincadeiras", são locais social e historicamente construídos e quando não somos parte de nenhum desses locais, tendemos a achar que é vitimismo porque estamos em nossas ilhas de privilégios.

Assim, antes de negar as falas, devemos pensar qual a parte que nos cabe nesse latifúndio de intolerância simbólica e não percebida como tal.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

SOBRE AÇÃO E DESOBEDIÊNCIA


Há um conflito constante na vida social que diz respeito ao ser obediente ao "sistema" ou "botar o louco e estourar tudo". A imagem pode nos ajudar a pensar sobre essa contradição e, a partir dela, sobre outras que se relacionam com a política e suas instâncias. 

A vida em sociedade pode ser entendida a partir dos consensos que são estabelecidos para que possamos seguir adiante vivendo nossas vidas. A polêmica pode começar quando o que antes era consensual passa a ser questionado e desse questionamento ocorrem as ações que vão desde postagens feicebuquianas até as ações coletivas denominadas movimentos sociais.

Muitas vezes podemos nos flagrar reclamando de alguma ação de movimentos sociais que tenha atrapalhado o trânsito ou depredado algum patrimônio. Baseamos nossa crítica na violência aplicada e não notamos que o ônibus lotado, o hospital sem médicos, o bairro sem saneamento também são violências. 

Nesse ponto a imagem nos ajuda a pensar se devemos ser ordeiros e não violentos quando a sociedade é estruturalmente violenta em sua gestão institucional. Quando pessoas de determinados bairros não são atendidas em suas necessidades e outras são plenamente.

Interessante notar que o direito à rebelião se originou no pensamento liberal que hoje criminaliza as mesmas ações que mudaram o mundo e ampliaram a noção de cidadania.