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sábado, 12 de agosto de 2017

AULÃO LIBERDADE E DETERMINISMOS

O que é a liberdade? Somos livres para pensar, sentir e agir da maneira que desejamos, da maneira que bem queremos?

Existe mais de uma forma de pensar e viver a liberdade?

A liberdade é uma condenação?

Estas são algumas das perguntas que abordaremos no AULÃO LIBERDADE E DETERMINISMOS. Abordaremos também:

- concepções históricas de liberdade;
- relação entre acaso e liberdade;
- pensadoras e pensadores que abordaram o problema da liberdade e muito mais!

QUANDO: 10.09.2017
ONDE: Espaço Nilson e Marcão
HORÁRIO: 9h
INVESTIMENTO: R$ 10,00
COMO SE INSCREVER: No Espaço Tereza Albuquerque, fone: 81. 4109-1084

sábado, 22 de julho de 2017

REVISÃO para o ENEM - FILOSOFIA & SOCIOLOGIA

O ENEM está se aproximando e chegou a hora de revisar os conteúdos estudados durante o ano.

A REVISÃO FILOSOFIA & SOCIOLOGIA para o ENEM com o professor Salviano Feitoza vai abordar a parte teórica dessas disciplinas e resolver questões para você conferir na hora o que você já sabe e acabar com todas as suas dúvidas.

QUANDO COMEÇA: 05 de setembro de 2017

QUAIS OS HORÁRIOS: 

Terças-feiras, das 18h às 19h20 (turma 1)

Quartas-feiras, das 17h40 às 19h (turma 2)

Para maiores informações, ligue para 81. 4109-1084 ou 81.98641-3837 (whatsapp)

VEJA TAMBÉM:



domingo, 9 de julho de 2017

ÉTICA E MORAL 1 - VÍDEO AULA

Nesta aula temos uma introdução ao estudo da filosofia moral, também estudada a partir da relação entre ética e moral. Abordaremos o que é uma situação limite e como tanto ética quanto moral dizem respeito ao questionamento sobre o que fazer.















SAIBA MAIS:

Ética

sábado, 1 de julho de 2017

INVISIBILIDADE SOCIAL

Tratar de invisibilidade social é abordar a vida em sociedade a partir da questão: o que é ser alguém?

Pode-se definir invisibilidade social como sendo a situação em que indivíduos / grupos não são notados. É importante considerar uma ampliação do que seria ser notado: tanto pode ser a situação em que não se vê uma pessoa por causa da função que ela desempenha no mundo do trabalho quanto pode ser a situação em que indivíduos/grupos não usufruem de direitos e as possibilidades de reivindicarem e terem suas necessidades atendidas é mínima (em extremos: nula).

O que produz invisibilidade social é a estratificação. Sendo estratificação a distribuição desigual de riqueza, prestígio e poder e, a partir desta distribuição, indivíduos ocuparão lugares sociais mais ou menos bem vistos ou bem quistos. Um exemplo que se pode dar é o do vendedor de picolé que a mãe não quer que seja seu genro ou da garota de programa que o pai não aceita como nora.

Que Horas Ela Volta? aborda, entre outros temas,
a invisibilidade social de quem exerce funções fundamentais
mas que ocupam uma posição social de baixo prestígio
Os exemplos dados mostram como no mundo do trabalho temos uma sociedade que legitima algumas profissões e não aceita outras. São as inaceitáveis que carregam amargamente o manto da invisibilidade social. É importante identificar que não aceitar não implica não precisar, pois o que se pode observar é que essa mesma sociedade que não aceita a garota de programa ou o vendedor de picolé como membros de sua família, grita pelo vendedor na praia e contrata as “acompanhantes” para animar eventos considerados de alta estirpe.

Exemplos mais contundentes de invisibilidade social no campo do trabalho são os dos garis, dos “tios e tias” da limpeza em repartições públicas, empresas etc. Para demonstrar essa invisibilidade, pergunto para você que lê este texto: sabes o nome daquele que limpa o banheiro da escola em que estudas? Da moça que está na portaria a quem você recorre para que ligue para sua família em situação de necessidade? Pronto! Acabas de entender de maneira prática a invisibilidade no campo do trabalho.

A invisibilidade social extrapola o âmbito do trabalho e está no campo da cidadania, do usufruto de direitos. Aqui podemos direcionar nosso olhar para aqueles e aquelas para quem a possibilidade de participar da riqueza coletiva (direitos sociais) é praticamente nula: são moradores/as de rua, crianças e adolescentes em situação de risco, pessoas trans, homoafetivos/as e quem não fizer parte do chamado “padrão”.

Se você já pensou, em alguma situação, algo do tipo: “mas é só ‘trombadinha’; é só uma mendiga; pra que isso tudo? É só um bêbado!” então você, sem notar, ostentou o manto da invisibilização social, invisibilização que não identifica em nenhuma dessas situações a possibilidade de existir ali um sujeito de direitos, alguém que mereceria, como se diz no cotidiano, alguma consideração.


Quem, sem saber, usa o manto da invisibilização, não percebe, mas quem é invisibilizada/o percebe com mestria o que acontece, tanto no mundo do trabalho quanto nas ruas. No primeiro caso, basta mais atenção para perceber que funcionárias/os sempre tiram a farda quando termina o dia de serviço porque dessa forma são percebidos como “gente” (pense se em algum momento você não se espantou quando percebeu que aquele rapaz tão belo é o zelador de seu prédio) e, no segundo caso, quando se conversa com eles/as e se ouve frases do tipo: adianta não, moço, a gente é nada não.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

JORNADA DO HEROI E DA HEROÍNA


Já reparou que muitos filmes, séries e mesmo novelas seguem um padrão, de acontecimentos que se repetem? Primeiro conhecemos a personagem principal e o local em que vive. Geralmente é uma vida de paz e tranquilidade que é afetada radicalmente pela chegada de alguém muito forte e que quer algo de valor. Pode ser uma peça, uma joia, uma arma que é capaz de alterar a ordem do universo e até destruí-lo.

O mocinho vê o local em que vive ser quase totalmente destruído e a pessoa que ama ser levada e tem que ir em busca tanto da pessoa que foi raptada (seu amor muitas vezes secreto) e evitar o fim de tudo o que existe. Para conseguir salvar tudo, tem que despertar o poder que há em seu interior contará com mestres e amizades para tanto. A batalha final decidirá tudo e, geralmente, o vilão é derrotado e tudo volta ao normal.


Essa estrutura resumida aqui é a JORNADA DO HERÓI E DA HEROÍNA e faz parte de toda narrativa mitológica antiga, tendo chegado aos dias atuais como estrutura das narrativas de inúmeros filmes, seriados e novelas.  

SAIBA MAIS

quarta-feira, 14 de junho de 2017

ESQUEMA MONSTRO - VISÃO DE MUNDO RACISTA

Pensar o racismo, e especificamente o racismo antinegro, é compreender as estruturas que promovem e sustentam a manutenção e reprodução de uma visão de mundo discriminatória, que atribue uma posição social de inferioridade a uma população tendo como ponto de partida a origem étnica, a cor da pele, a fibra do cabelo e as criações culturais.

Racismo antinegro (ou qualquer outra visão de mundo inferiorizante) não é essencial. O que isso quer dizer? Que não se nasce racista, machista, homofóbico e nem respeitador ou respeitadora das diferenças, porque tanto uma atitude quanto a outra são parte do processo de socialização que é iniciado quando se nasce e é afirmado durante toda a vida das pessoas.

Assim, durante a vida somos educadas, de maneira implícita, a inferiorizar pessoas a partir de características ligadas a expressões afro-brasileiras. Quando alguém é acusado de racismo, deve levar em consideração, antes de reagir negando que seja, que foi educado em um processo de socialização que inferiorizou – e inferioriza – pessoas de um grupo étnico inteiro e a maior parte das suas formas de estar e viver e que assim como essas estruturas foram construídas, precisam ser desconstruídas social e culturalmente.


Pense nisso. 

VEJA TAMBÉM:

quarta-feira, 31 de maio de 2017

ESQUEMA MONSTRO - TEORIA LIBERAL (Locke)

Na área de humanidades, o diálogo é fundamental. Assim, Filosofia, Sociologia, História, Geografia devem andar "de mãos dadas", ou seja, a produção delas, naquilo que têm de específico, vai contribuir para um entendimento muito maior sobre o mundo em que se vive.
A compreensão de muitos dos problemas sociais que enfrentamos atualmente será facilitada se levamos em consideração as ideologias que estão em conflito.
Vamos começar pela Teoria liberal, aqui simplificada como ponto de partida para seus estudos rumo ao ENEM.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

HISTÓRIA E MÚSICA - A TRANSIÇÃO PARA A ERA VARGAS

Mudanças não acontecem de uma hora para outra, mas são parte de processos, às vezes, bem longos. A república brasileira nos dá exemplos contundentes disso. A mudança da república das oligarquias (também chamada de república do café com leite) é um exemplo disso. A política dos governadores já não dava conta dos conflitos de interesses e de necessidades que a sociedade vivenciava.

Tradição e modernidade estavam em conflito. Mudanças nas formas de produção não eram acompanhadas pela administração do Estado, ou melhor, pelos grupos que administravam o país. Músicas são instrumentos importantes para o aprendizado e a canção A luta contra a lata (ou a falência do café), de Gilberto Gil nos dá um panorama da situação e pode ser ponto de partida para problematizações históricas interessantes.



Alô, mulatas! Alô, alô, mulatas!
O barulho que vocês estão ouvindo é um barulho de latas!
De latas! Eu disse: "Latas! Latas!"

O exército de latas mil do inimigo
Tomou de assalto as prateleiras e os balcões
Em nome das plebéias chaminés plantadas
Em nossos quintais

Palavras proferidas por um velho dono
De terras roxas de uma vasta região
Em nome das grã-finas tradições plantadas
Em seu coração

(Café! Café! Café! Café!)

Chaminés plantadas nos quintais do mundo
As latas tomam conta dos balcões
Navios de café calafetados
Já não passeiam portos por ai

Rasgados velhos sacos de aninhagem
A grã-finagem limpa seus brasões
Protege com seus sacos de aninhagem
Velha linhagem de quatrocentões

Os sacos de aninhagem já não dão
A queima das fazendas também não
As latas tomam conta do balcão
Vivemos dias de rebelião

Enlate o seu café queimado
Enlate o seu café solúvel
Enlate o seu café soçaite
Enlate os restos do barão

A lata luta com mais forças
Adeus, elite do café
Enlate o seu café solúvel
Enquanto dá pé

VEJA TAMBÉM:

ESQUEMA MONSTRO - TRABALHO

Neste Esquema Monstro você pode conferir informações primordiais para a compreensão sociológica do trabalho. 

O trabalho é a atividade, segundo alguns pensadores/as, que diferencia seres humanos de outros animais e é considerado tão importante que pautamos nossa identidade a partir do que fazemos: nos apresentamos como médicos/as, porteiros/as, policiais, vendedoras, professoras, eletricistas e não como sonhadores/as, invejosos/as, preguiçosos/as ou algo assim.

Ao mesmo tempo que define nossa personalidade, nossa consciência, o trabalho também pode ser via de alienação e desumanização.

VEJA TAMBÉM:
Trabalho, modo de produção e goiabada

quarta-feira, 26 de abril de 2017

SOBRE RENÉ DESCARTES

A frase desse post é uma paródia da frase mais famosa do pensador René Descartes "Penso, logo existo". Descartes é considerado o fundador da filosofia moderna e sua frase figura como uma das mais reproduzidas do universo filosófico. Quantas turmas concluintes do ensino médio já vi utilizando-a em suas camisas de terceiranistas? Várias!
Para Descartes, nossos sentidos nos enganam constantemente. Se você, alguma vez, gritou o nome de algum(a) conhecido(a) na rua ou no shopping ou mesmo no cinema e, depois, viu que não era quem você esperava (e ficou morrendo de vergonha), então entende o posicionamento dele e sua desconfiança dos sentidos.
Essa situação pode nos levar ao estado da dúvida suprema, absoluta e tudo passa a ser passível de questionamentos. Não haveria verdade a partir dos sentidos porque os sentidos sempre serão enganadores. O que fazer, então? Descartes desenvolveu um raciocínio para se precaver dessa dúvida quase imobilizadora.
Para lidar com essa questão, ele desenvolver a seguinte pergunta: o que você quer fazer pode ser fruto da vontade de um gênio maligno que te faz acreditar que a vontade é sua? Se você respondeu "sim", então não faça, pois é uma ação duvidosa. A partir daí, você existe porque só o que existe pode duvidar e como duvidar é pensar, então o ato de pensar é a certeza de existir. Eis, o ponto de partida de "Penso, logo existo".
Posteriormente, Descartes deixou de lado o "penso, logo existo" e afirmou "Eu sou, eu existo", mas esse é um assunto para outra postagem!

VEJA TAMBÉM:

quarta-feira, 19 de abril de 2017

ESQUEMA MONSTRO - SÉCULO XX

Este Esquema Monstro é o ponto de partida para o entendimento do século XX em seus aspectos mais gerais e como ponto de partida para guiar seus estudos.

VEJA TAMBÉM:
CIDADANIA, DIREITOS E ÔNIBUS LOTADO

ESQUEMA MONSTRO - MODERNIDADE LÍQUIDA

Zygmunt Bauman foi um dos pensadores mais produtivos da sociologia contemporânea e desenvolveu o conceito de modernidade líquida, caracterizada pela exaltação da novidade, pelo consumo como forma de legitimação social e pela obsolescência rápida, tanto de bens quanto de relacionamentos (o amor líquido).
Compreender esse conceito contribuirá para um entendimento diferenciado da vida na atual sociedade.
O ESQUEMA MONSTRO é um ponto de partida para outros estudos e análises.

VEJA TAMBÉM:

quarta-feira, 12 de abril de 2017

FILOSOFIA no ENEM

O gráfico mostra os conteúdos que mais foram abordados nos últimos anos no ENEM de acordo com o levantamento realizado pela equipe do site AppProva.

A partir desse levantamento você já pode organizar seus estudos focando nesses conteúdos e seguindo também o programa para ciências humanas que você confere neste link:

http://www.salvianofeitoza.com.br/2012/03/conteudo-enem-2012-ciencias-humanas-e.html


#penseforadacaixa

sexta-feira, 7 de abril de 2017

⁠⁠⁠IDEIA CANTADA - XANEU N. 5


Há uma relação de amor e ódio entre setores da sociedade e os meios de comunicação, destaque para a televisão. Meio de comunicação de massa por excelência, a “caixa mágica” é responsabilizada por definir gostos, controlar vontades e manipular desejos.



A Xaneu nº 5 canta para nós a ideia da TV como membro da família, que participa e conhece o telespectador em suas intimidades. É um veículo homogeneizador de produtos para consumo imediato e estes produtos são parte da complementação existencial de cada um. Seriados, novelas que acabam e deixam a pergunta: “o que será de mim?”

Mas a canção também mostra conscientização que vai na contramão da ideia de que telespectadores/as são destituídos de vontade própria e que aceitam sem restrições tudo o que a TV oferece. As contradições são percebidas e expostas em tom de denúncia que vai da descrença na notícia até o conflito entre a imagem que é vendida e a realidade, entre o programa de culinária e o país que não tem ovo para por na panela.

Essas questões são abordadas por pensadores como Louis Althusser, Pierre Bourdieu e alguns representantes da Escola de Frankfurt. 

Confira a letra:

A minha tv não se conteve
Atrevida passou a ter vida
Olhando pra mim.
Assistindo a todos os meus segredos,minhas parcerias, dúvidas, medos,
Minha tv não obedece.
Não quer mais passar novela, sonha um dia em ser janela e não quer mais ficar no ar.
Não quer papo com a antena nem saber se vale a pena ver de novo tudo que já vi.
Vi.
A minha Tv não se esquece nem do preço nem da prece que faço pra mesma funcionar.
Me disse que se rende a internet em suma não se submete a nada pra me informar.
Não quis mais saber de festa não pensou em ser honesta funcionando quando precisei.
A notícia que esperava consegui na madrugada num site, flick, blog, fotolog que acessei.
A minha Tv tá louca, me mandou calar a boca e não tirar a bunda do sofá.
Mas eu sou facinho de marré-de-sí, se a maré subir eu vou me levantar.
Não quero saber se é a cabo nem se minha assinatura vai mudar tudo que aprendi,
triste o fim do seriado, um bocado magoado sem saber o que será de mim.
Ela não Sap quem eu sou,
Ela não fala a minha língua.
Não.
"Pô tô cansado de toda essa merda que eles mostram na televisão todo dia mano, não aguento mais, é foda!"
Manda bala Fernando...
Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não?
Até porque não acredito no que é dito, no que é visto.
Acesso é poder e o poder é a informação.
Qualquer palavra satisfaz.
A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz.
O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio.
Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia.
O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa.
A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento, na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela que não tem gesto, quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto.

Falou e disse...Num passado remoto perdi meu controle...
Num passado remoto perdi meu controle...Num passado remoto...

Era vida em preto e branco, quase nunca colorida reprisando coisas que não fiz, finalmente se acabando feito longa, feito curta que termina com final feliz..

Ela não Sap quem eu sou, Ela não fala a minha língua.
Ela não Sap quem eu sou, Ela não fala a minha língua.
Ela não Sap quem eu sou, Ela não fala a minha língua.
Ela não Sap quem eu sou, Ela não fala a minha língua.
Eu não sei se pay-per-view ou se quem viu tudo fui eu.

A minha tv tá louca.
 
#penseforadacaixa | #ideiacantada

sábado, 1 de abril de 2017

O TEATRO MÁGICO E A DESUMANIZAÇÃO DO TRABALHO

O ser humano é um animal que trabalha, que altera o ambiente ao seu redor construindo sentidos e significados ao que pensa e faz. Pensadores como Karl Marx afirmaram que a história da humanidade é a história da luta de classes. Desta afirmação se vai para o entendimento de que a mudança da sociedade está relacionada com a mudança na forma de produzir bens (e prestar serviços).

O modo de produção é a forma com a qual uma sociedade produz o que precisa para sobreviver. Essa produção tem relação direta com as necessidades do tempo em que se vive, do contexto histórico. Em resumo, cada época tem suas formas de trabalhar, de explorar o trabalho como meio de sobrevivência.

O modo de produção capitalista alterou radicalmente o regime de trabalho da humanidade, criando condições de produzir bens em quantidades impensadas em outros tempos históricos. Essa mudança, por extensão, atingiu quem trabalha, o proletariado, composto por todas e todos que vendem sua força de trabalho.

A produção passou a ser diretamente vinculada ao mercado e quanto mais se produzisse ao menor custo de produção, maior seria a arrecadação financeira para quem é dono dos meios de produção (burguês/patrão). Ao proletário se pagava (e paga) um valor pelo trabalho realizado  (o salário). As condições de trabalho também mudaram radicalmente e a alienação foi ampliada, criando uma massa de trabalhadores/as insatisfeitos/as com as atividades que realizam.

A canção O MÉRITO E O MONSTRO, do grupo O Teatro Mágico, expõe essa condição que atinge milhares de pessoas no mundo. Transportes inadequados, custo alto para ter onde morar, adoecer é um dos medos da força de trabalho acompanhado daquela que já é considerada a doença do século XXI: a depressão.


O metrô parou 
O metro aumentou 
Tenho medo de termômetro 

Tenho medo de altura 
Tenho altura de um metro e tanto 
Me mato pra não morrer 

Minha condição, minha condução 
Meu minuto de silêncio 
Os meus minutos mal somados 
Sadomasoquismo são 

Meu trabalho mais que forçado 
Morrendo comigo na mão 

A maioria das pessoas passa de oito a doze horas por dia 
fazendo coisas que não fazem sentido na vida delas 
PERMITA-SE! PERMITA-SE! 

Pra dilatarmos a alma 
Temos que nos desfazer 
Pra nos tornarmos imortais 
A gente tem que aprender a morrer 
Com tudo aquilo que fomos 
E tudo aquilo que somos nós


VEJA TAMBÉM:
TRABALHO, MODO DE PRODUÇÃO E GOIABADA

domingo, 19 de março de 2017

A ALEGORIA DA CAVERNA

Platão, assim como outros pensadores, dedicou-se a investigar a realidade, mas sua investigação buscou ultrapassar os sentidos, por considerar que não seriam eficientes em alcançar o mundo real. Para ele apenas racionalmente conseguiríamos atingir a essência das coisas, tanto materiais quanto das ideias. Em sua obra, A República, ele desenvolveu, através de uma história alegórica, o seu raciocínio.

O vídeo abaixo nos traz uma versão da alegoria da caverna narrada por ele: 


quarta-feira, 1 de março de 2017

WEBER E O CONCEITO DE DOMINAÇÃO



A compreensão das ideias de Weber sobre dominação tem que levar em consideração a definição dele do que é o Estado: (…) uma comunidade humana que, nos limites de um determinado território , (…) reivindica para si própria o monopólio legítimo da violência. A legitimidade desse monopólio está ligada aos três tipos de dominação por ele classificados, a saber:


                                
I. tradicional: entendida como sempre existente, ou seja, a população a ele submetida não considera outra forma de exercício da autoridade;

                                
II. carismática: a população obedece pois acredita em supostas qualidades fora do comum que a liderança tem. Seria a crença em alguém para “salvar a pátria” de todos os problemas e de todas as necessidades;

                                
III. legal: se legitima através das leis. Grande exemplo dos regimes republicanos contemporâneos em que a presidência é exercida por quem foi eleito dentro das regras legais do processo eleitoral.

A letra da canção HINO DE DURAN, de Chico Buarque, pode nos ajudar a compreender a ideia de Weber sobre dominação:

HINO DE DURAN

Se tu falas muitas palavras sutis
Se gostas de senhas sussurros ardis
A lei tem ouvidos pra te delatar
Nas pedras do teu próprio lar

Se trazes no bolso a contravenção
Muambas, baganas e nem um tostão
A lei te vigia, bandido infeliz
Com seus olhos de raios X

Se vives nas sombras frequentas porões
Se tramas assaltos ou revoluções
A lei te procura amanhã de manhã
Com seu faro de dobermam

E se definitivamente a sociedade
só te tem desprezo e horror
E mesmo nas galeras és nocivo,
és um estorvo, és um tumor

A lei fecha o livro, te pregam na cruz
depois chamam os urubus
Se pensas que burlas as normas penais
Insuflas agitas e gritas demais

A lei logo vai te abraçar infrator
com seus braços de estivador
Se pensas que pensas estás redondamente enganado
E como já disse o Dr. Eiras,
vem chegando aí, junto com o delegado
pra te levar...
 







terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

CARNAVAL, FANTASIAS, CABELOS AFRO E CONSCIÊNCIA COLETIVA

A maneira como uma sociedade se diverte é também como essa sociedade se vê. Muitas tensões sociais podem ser identificadas em momentos festivos. O carnaval pode ser um laboratório dos mais instigantes e reveladores das formas brasileiras de lidar com questões específicas, como classe, gênero, etnia etc.

Pensemos nas fantasias: homens “viram” mulheres, mulheres “viram” homens, crianças são fantasiadas como adultos/as e assim, carnavalescamente, se vai. Ao pensar nas fantasias, quem nunca viu ou mesmo se fantasiou com perucas estilo “black power”? Ou ainda com dreadlocks? Ou mesmo filás com as cores verde, vermelha e amarela? Pois é, muitas pessoas. Mas vale aqui pensar um pouco além sobre essas fantasias, mesmo porque elas colocam como elemento festivo (zombeteiro às vezes) uma pessoa, o cabelo que ela ostenta, aspectos de seu corpo.


O que se quer dizer aqui é que muito dificilmente se vê cabelos lisos como adereços, fantasias para o carnaval. Mas se vê cabelos lisos sendo vendidos e comprados a preços elevadíssimos, sendo inclusive postados anúncios e cartazes comunicando: “compramos cabelos humanos”. É aqui que podemos inserir uma chave de leitura e de entendimento: cabelos de pessoas negras são para fantasias, para festas e cabelos lisos, não. Estes, ao serem vendidos e comprados, aparecem com mais valor agregado do que outros tipos, outras fibras.

Sendo consciência coletiva o conjunto de crenças e sentimentos que compõem a visão de mundo da média da população de uma sociedade, então o uso de cabelos estilo “black power” como fantasia demonstra a maneira da nossa sociedade enxergar a população afrodescendente. É colocada em um local hierarquicamente inferior, não humano, digno, muitas vezes, de piada, de risos.

Tranças afro presas em filás, dreadlocks, perucas estilo “black power” sendo vendidas como fantasias demonstram o lugar de coisa que a população negra tem no imaginário brasileiro, na consciência coletiva de muitos setores do país. A discriminação acontece muitas vezes de maneira explicita, mas é de forma implícita que ela é construída com mais solidez.

Sendo a educação um processo que ocorre em parceria com o processo de socialização, então estamos o tempo inteiro sob processos educacionais que nos direcionam o olhar e os sentimentos sobre o mundo e as pessoas que estão ao redor. Essa chave de leitura e entendimento que tem como ponto de partida as fantasias de carnaval pode ser estendida para filmes, seriados, telenovelas e vários produtos culturais.

Não cabe aqui afirmar de imediato que é verdade ou não, mas pensar sobre a situação: quando ter a pele clara, o cabelo liso, os olhos verdes ou azuis é motivo de piada ou mesmo é fantasia? E mesmo que isso aconteça, esses casos confirmam o que a consciência coletiva é, ou seja, o que a maior parte das pessoas pensa sobre si e sobre outras/os e, nesse caso, a população afrodescendente ainda é colocada em posição de subalternidade no imaginário coletivo.